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terça-feira, 10 de abril de 2012

Fila de transplante

Entrei na fila de espera por um rim em 05 de janeiro de 2009, mas antes de entar, passamos por uma serie de exames e profissionais, tais como: dentista, ginecologista, assistente social, enfermagem, etc..
Quando fiz a entrevista com a enfermeira meu pai estava junto, eles dizem todos os prós e contras do transplante...
Sai daquela sala tão assustada, parecia ter mais contras, e que a única coisa boa seria não fazer dialise.
Na hora deu vontade de desistir...
Mas eu tinha total certeza de que Deus estava no controle,
 e que só aconteceria o que fosse da vontade Dele.

Então conclui todas as etapas e entrei na fila onde muitos nem chegam ao transplante.

Na época eu não queria fazer transplante de jeito nenhum.
Conhecia pessoas que tinham feito e passaram mal, e sempre tinham que internar por uma coisa...
Sabe que muitas vezes nos "distraimos" na certeza do Deus ao qual servimos que esquecemos que quando Ele está no "negócio" a coisa é diferente.

Mas até então eu pensava: "Deus vai me dar um rim novo afinal Ele traz a existência aquilo que não existe" ou "Deus vai restaurar meu rim e eu vou chegar no médico e ele vai mandar fazer um exame que mostrará isso".
Mas Deus faz muito além do que pedimos ou pensamos, e se Deus fizesse a nossa maneira e conforme nossa vontade ele seria igual a nós.

Teve um dia que eles me ligaram da Santa Casa pra mim entrar em jejum, que havia aparececido um  possível doador compativel, mas eu estava concorrendo com outras 5 pessoas.
Como me explicou um médico uma vez: "a fila do transplante renal é como um "bingo", o doador cadaver dita os números e aquele que gritar bingo primeiro leva o orgão".
Pode parecer engraçado a comparação, mas é isso mesmo, pois temos um painel de conpatibilidade que o que combinar mais, recebe o transplante.
Neste dia fiquei em torno de 10h esperando sem comer e nem beber nada na recepção do HDVS ( Hospital Dom Vicente Scherer).
Mas não foi pra mim, lembro que fiquei feliz pois não fazia dialise e tinha alguém que realmente precisava.
Tanto que nem era pra mim estar mais na fila, mas Deus fez com que eu continuasse, afinal ele tem seus planos...

Depois disso me ligaram mais umas 5 vezes pra mim entrar em jejum, mas aguardar confirmação em casa, antes de ir pra lá, nem fiz o jejum, pois sabia que não era pra mim.

Nesse meio tempo comecei a trabalhar isso foi em janeiro de 2010. fazia faculdade, vida normal..
Isso até dezembro de 2010, que foi quando eu sai do Hospital da criança e fui para o Santa Clara, que são todos dentro do Complexo da Santa Casa.

Mas essa etapa continuo no proximo post..

Um grande abraço!
Fiquem com Deus.

Siméia Folmer 

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Taquara, Rs, Brazil
Solteira,22 anos,evangélica, transplantada renal.
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