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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Obrigada Senhor

Boa tarde.. E que a Paz de Cristo estaja com todos..
 
Bom faz tempo que eu não posto nada..
A correria do dia a dia acabo me enrolando..
Estou com com 1 ano e 8 meses de transplante e estou super bem graças a Deus..
Tenho feito muitas coisas que a tempo não fazia.. uma delas foi comer o tão sonhado Cachorro do Bigode..
Com o tempo as restições diminuem e a cada dia a vida vai se tornando mais "normal"..
Tenho procurado contar meu testemunho a todos que conheço, pois creio que o que Deus fez na minha vida não é pq sou melhor, ele pode fazer na vida de qualquer um que realmente o buscar de todo o coração..
Deus tem reservado "coisas" individuais também...
Ele tem um propósito para cada um de nós..
E trata de um jeito com cada um..
Temos apenas que estarmos atentos a Sua voz..
Pois quando estamos atribulados é o momento que mais Deus se aproxima de nós para nos mostrar o quão grande ele é..
E que não há nada impossível pra Ele..
Que todos possamos olhar para Ele, e não nos entristecer com o mundo a nossa volta..
Que possamos lembrar de seu sacrifício, e que um dia estaremos face a face com o nosso Salvador..
 
E hoje quero dizer: Obrigado senhor por mais um dia!
 
Beijos a Todos..
Foto tirada na Convenção de pastores da IECPB..
Onde pude louvar o nome de Jesus com minha vida!
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Transplante

Olá!

Bom amanhã faço 1 ano de transplante.

Gostaria de ter atualizado mais o blog mas sem internet em casa fica complicado.

A exatamente 1 ano atraz eu tinha uma consulta normal com a nefro, como todos os meses fui, coletei sangue e aguardei a consulta.

Quando fui atendida o médico pediu para que eu fosse me pesar e medir. Enquanto fui fazer isso, meu pai ficou na sala com ele, foi quando o doutor olhou para ele e disse: "  não sei como ela esta aqui na hoje em pé, o rim dela esta praticamente parado e ela pode entrar em coma se não fizer dialise".
Concerteza não foi nada facil meu pai ouvir aquilo, pois até um dia antes eu estava trabalhando e parecia bem.
Só bastante magra, mas aparentemente bem.
Quando voltei ao consultório o médico e o pai me olhando, fiquei meio sem entender... Foi ai ai que o doutor disse o que estava acontecendo...
Foi um choque para mim, pois eu sempre pedia a Deus que eu não queria fazer dialise, eu tinha uma carta que eu colocava no latar da igreja que dizia isso.
Mas continuei acreditando que algo Deus ia fazer...
Por mais que eu quizesse me enganar dizendo que estava bem, no fundo eu sabia que não estava, mas procurava dar força para minha família.
O médico pegou nossos numeros de telefone, e disse que ia me ligar pra que eu viesse internar, não seria naquele dia pela super lotação.

Fui pra casa, confesso que chorei muito aos pés do Senhor... Mas pra ser sincera não lembro que palavras eu usei... Mas sei que o senhor me ouviu!

As 23h daquele dia toca o celular da minha mãe, a Silmara atendeu  e me alcançou e disse : "é da Santa casa".
Na hora imaginei que era pra internar pra fazer dialise, mas não.
Era o Transplante. O médico dizendo que tinha aparecido um doador e era pra mim entrar em jejum e aguardar a confirmação. Desta vez eu senti que era pra mim!
Acordei o pai e a mãe e falei pra eles. Todos começaram a chorar, pois esperavamos que Deus iaa me dar um rim novo, ou fazer com que o meu voltasse a funcionar....  Mas Deus não tem obrigação de fazer do nosso jeito....
Confesso que não acreditei muito no transplante que só tomei um copo de nescau e fui deitar.

As 3h e 30mim a confirmação.
O rim é seu! esteja no Hospital Don vicente Scherrer até as 07h.

Gelei! Parecia não ter como fugir!

Fomos para a casa do Dindo Léo(meu padrinho) e ele me levou junto com a mãe pra POA.

Fiz os exames e foi confirmado.

Entei para o bloco cirurgico por volta das 16h.

As 21h, disseram para a minha mãe que iam ter que refazer a cirurgia, porque eu estava com uma rave hemorragia.

Por volta das 23h eles voltaram a falar com a mãe. Ela podia ir pra casa descançar que eu estava muito bem.

Bom tenho que ir...
Dei uma resumida... só para contar antes de fechar um ano como foi mais ou menos o transplante.

Assim que der um tempinho eu continuo!
OBS: desculpe os erros de português!


Fiquem com Deus.

Siméia Folmer

terça-feira, 10 de abril de 2012

Fila de transplante

Entrei na fila de espera por um rim em 05 de janeiro de 2009, mas antes de entar, passamos por uma serie de exames e profissionais, tais como: dentista, ginecologista, assistente social, enfermagem, etc..
Quando fiz a entrevista com a enfermeira meu pai estava junto, eles dizem todos os prós e contras do transplante...
Sai daquela sala tão assustada, parecia ter mais contras, e que a única coisa boa seria não fazer dialise.
Na hora deu vontade de desistir...
Mas eu tinha total certeza de que Deus estava no controle,
 e que só aconteceria o que fosse da vontade Dele.

Então conclui todas as etapas e entrei na fila onde muitos nem chegam ao transplante.

Na época eu não queria fazer transplante de jeito nenhum.
Conhecia pessoas que tinham feito e passaram mal, e sempre tinham que internar por uma coisa...
Sabe que muitas vezes nos "distraimos" na certeza do Deus ao qual servimos que esquecemos que quando Ele está no "negócio" a coisa é diferente.

Mas até então eu pensava: "Deus vai me dar um rim novo afinal Ele traz a existência aquilo que não existe" ou "Deus vai restaurar meu rim e eu vou chegar no médico e ele vai mandar fazer um exame que mostrará isso".
Mas Deus faz muito além do que pedimos ou pensamos, e se Deus fizesse a nossa maneira e conforme nossa vontade ele seria igual a nós.

Teve um dia que eles me ligaram da Santa Casa pra mim entrar em jejum, que havia aparececido um  possível doador compativel, mas eu estava concorrendo com outras 5 pessoas.
Como me explicou um médico uma vez: "a fila do transplante renal é como um "bingo", o doador cadaver dita os números e aquele que gritar bingo primeiro leva o orgão".
Pode parecer engraçado a comparação, mas é isso mesmo, pois temos um painel de conpatibilidade que o que combinar mais, recebe o transplante.
Neste dia fiquei em torno de 10h esperando sem comer e nem beber nada na recepção do HDVS ( Hospital Dom Vicente Scherer).
Mas não foi pra mim, lembro que fiquei feliz pois não fazia dialise e tinha alguém que realmente precisava.
Tanto que nem era pra mim estar mais na fila, mas Deus fez com que eu continuasse, afinal ele tem seus planos...

Depois disso me ligaram mais umas 5 vezes pra mim entrar em jejum, mas aguardar confirmação em casa, antes de ir pra lá, nem fiz o jejum, pois sabia que não era pra mim.

Nesse meio tempo comecei a trabalhar isso foi em janeiro de 2010. fazia faculdade, vida normal..
Isso até dezembro de 2010, que foi quando eu sai do Hospital da criança e fui para o Santa Clara, que são todos dentro do Complexo da Santa Casa.

Mas essa etapa continuo no proximo post..

Um grande abraço!
Fiquem com Deus.

Siméia Folmer 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O que é dialise peritoneal ?!?

Oi!
Essa é a dialise que falei pra vocês no post anterior.
Peguei no site Wikipédia.

Diálise peritoneal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Diálise peritoneal
Diálise peritoneal é o processo de depuração do sangue no qual a transferência de solutos e líquidos ocorre através de uma membrana semipermeável (o peritônio) que separa dois compartimentos. Um deles é a cavidade abdominal, onde está contida a solução de diálise; o outro é o capilar peritoneal, onde se encontra o sangue com excesso de escórias nitrogenadas, potássio e outras substâncias. O peritônio age como um filtro, permitindo a transferência de massa entre os dois compartimentos. Consiste em uma membrana semipermeável, heterogênea e com múltiplos poros de diferentes tamanhos.
A diálise peritoneal é uma terapia de substituição renal.

[editar] Diálise peritoneal passo-a-passo

A solução de diálise é introduzida na cavidade abdominal através de um cateter, onde permanece por um determinado tempo para que ocorram as trocas entre a solução e o sangue (esse processo é chamado de permanência). De um modo geral, as escórias nitrogenadas e líquidos passam do sangue para a solução de diálise, a qual é posteriormente drenada da cavidade peritoneal. Após isso, uma nova solução é infundida, repetindo assim o processo dialítico e dando início a um novo ciclo de diálise.
Portanto, cada ciclo de diálise peritoneal (conhecido como troca) possui três fases: infusão, permanência e drenagem. O número de trocas ou ciclos realizados por dia, assim como o tempo de permanência e drenagem, dependem da modalidade de diálise peritoneal escolhida de acordo com as características clínicas de cada paciente.

[editar] Mecanismos de transferência de massas

  • Difusão: solutos urêmicos e potássio, difundem-se do sangue do capilar peritoneal para a solução de diálise, obedecendo a um gradiente de concentração; enquanto que o cálcio, glicose e lactato, difundem-se da cavidade para o sangue em uma escala menor.
  • Ultrafiltração: a osmolaridade mais elevada da solução de diálise gera uma ultrafiltração de água e solutos do sangue para a cavidade abdominal através do peritônio (processo chamado de ultrafiltração osmótica).
  • Absorção: há uma absorção constante de soluto e água da cavidade abdominal através dos vasos linfáticos do peritônio.

[editar] Modalidades de diálise peritoneal

  • Diálise Peritoneal Intermitente (DPI): o tratamento é dado durante 24 a 48 horas, em ambiente hospitalar, com troca a cada 1 ou 2 horas, e com freqüência de 2 vezes por semana. Pode ser feita manualmente ou por cicladora. Indicada em pacientes com alta permeabilidade, função renal residual significativa e alguns casos de IRA.
  • Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): nessa modalidade o abdome fica sempre preenchido com líquido, normalmente são feitas 4 trocas por dia e é a mais adequada para a maioria dos pacientes.
  • Diálise Peritoneal Noturna (NIPD): a diálise é realizada a noite pela cicladora, enquanto o paciente dorme, por um período de 8 a 10 horas. Durante o dia a cavidade abdominal fica vazia
  • Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD): as trocas são feitas durante a noite pela cicladora e durante o dia a cavidade abdominal permanece com líquido de diálise.
  • CCPD com troca manual: uma ou mais trocas extras são realizadas durante o dia para melhor adequação do paciente.

[editar] Conceitos

  • Diálise peritoneal manual: as trocas são realizadas manualmente pelo paciente ou por terceiros com treinamento prévio. Exemplo: CAPD
  • Diálise peritoneal automática: as trocas são feitas por um dispositivo mecânico chamado cicladora, a qual é previamente programada para realizar as trocas de acordo com as necessidades de cada paciente. Exemplos: NIPD, CCPD, DPI por cicladora.
  • Diálise intermitente: é quando ocorrem intervalos entre as diálises, ou seja, durante determinado período a cavidade abdominal fica vazia, não ocorrendo o processo dialítico. Exemplos: NIPD, DPI.
  • Diálise contínua: nesse modo, ocorre diálise sem interrupção durante 24 horas por dia. Dessa forma o abdome fica sempre preenchido por líquido de diálise. Exemplos: CCPD, CAPD.
Um forte abraço!
Fiquem com Deus.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A dialise

No  dia 9 de dezembro de 2008 fiz a cirurgia para colocar o cateter para começar a fazer diálise.
Pra mim foi muito difícil, mas Deus me deu graça e força para viver mais essa etapa, sempre louvando o seu nome.

Algumas Fotos:




Estes são as caixas de solução para diálise que eu usaria em um mês

Este é um saco da solução para diálise
Quando chegou estas caixas na minha casa eu não estava, foi minha mãe que as recebeu.
Mais tarde quando cheguei e vi, comecei a chorar...
Só Deus sabe o que eu senti...
Pois eu orava para que não fosse preciso fazer diálise em casa, e quando vi aquilo não aguentei, chorei muito mesmo, cheguei a pensar que Deus não estava me ouvindo.
Hoje peço perdão a Deus pois sei que tudo tem um propósito.

Quando fui na médica na consulta seguinte, minha função tinha aumentado e eu não precisei fazer, nem cheguei a pegar a maquina da dialise para levar para casa.

Glorifiquei a Deus!

Fiquei com o cateter até 30 de outubro de 2009.
E graças a Deus não precisei usar!
Gloria a Deus!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Continuando...

Bom dia e a Paz de Cristo seja com todos!

Demorei pra postar pois estou sem internet, consegui pegar hoje por milagre.rsrsrs

Mas vamos continuar...

Bom continuei o acompanhamento renal no Hospital da Criança Santo Antônio, fiz uma serie de exames para saber se não tinha mesmo o rim, e foi constatado que só tinha o direito e que aos  poucos ele ia perdendo a função.
Por causa disso tive que começar a cuidar a alimentação, quase nada de sal, não comer frituras e comidas gordurosas.
Pra mim a dieta foi a pior parte, passei quase 15 anos da minha vida comendo tudo o que não é saudavel, muita batata frita, lanches, carne com aquela bordinha de gordura,salgadinhos, etc...
Só Deus mesmo pra me dar graça!
Acredite se quizer mas eu consegui ficar 2 anos sem comer ala minuta!Olha que pra uma viciada em comida gordurosa foi um milagre que só Deus mesmo pra dar essa força.
Depois disso quando eu tinha muita vontade de comer algo do tipo, eu comia.
Pedia a Deus que me ajudasse que não fizesse mal e comia um pouco(hehe) afinal eu era adolecente todos os meus amigos comiam.

Em 2008 comecei a perder mais função renal, a médica disse que eu teria que entrar em dialise.

Bom essa etapa eu continuo em um novo post.

Um grande abraço!
Siméia Folmer

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pra começar..

Descobri que tinha Insuficiência Renal Crônica aos 14 anos..
Tudo começou por causa de umas colicas menstruais muito forte que me dava muita dor nas costas.
Os médicos achavam que era pedra nos rins, foi então que descobriram atraves de uma ecografia que eu não tinha o rim esquerdo, e que o direito estava parando.
O rim estava muito inchado com 22 cm(o meu normal é 9cm),porque devido as cólicas eu tomava diclofenaco de sódio sem nenhuma orientação médica(nunca devemos fazer isso).
Foi quando comecei a fazer acompanhamento no Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, no hospital Santa Clara, como era menor de idade no inicio de 2005 fui transferida para o Santo Antônio que é dentro do complexo mas cuida de crianças.
Meu rim voltou a funcionar depois de muita oração, mas ficou com apenas 20%.

Outra hora eu continuo...
Vou deixar vocês curiosos..
rsrsrsr

Um grande abraço!
Siméia Folmer

Sobre mim

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Siméia
Taquara, Rs, Brazil
Solteira,22 anos,evangélica, transplantada renal.
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